Ela não queria marido,
queria o mar,
queria amar.
queria o mar,
queria amar.
Era filha de Afrodite.
Ou de Ishtar?
Ou de Ishtar?
Era filha de Oxum!
Ou de sei lá.
Um sei lá bonito de se ver e de se cantar.
Ela não queria marido,
queria amar.
Mas amar também cansa.
E ela queria descansar.
Deixar as moiras a tecer,
ou a fiar.
E anoitecer em si mesma.
Ser o ocaso,
nietzschianiar.
Queria a solitude pra filosofar.
Que seduzir e encantar
também tem dado preguiça.
Ela se apaixonou mais que Vinicius de Moraes,
e agora só queria ficar do tamanho paz.
Com seus amigos,
seus discos
seus livros,
e nada mais.
Natasha Treuffard