Poetisa com Z

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domingo, 24 de dezembro de 2023

Interregno

Interregno

Terre(g)no 

(ter de regar)

Intervidaemorte.


Sem norte,

em meio a tantos ventos abortados,

sem da terra brotar.


Morte,

morte.


O poema da morte a cantar.

E a brotar intercaminhos.


Entre vinhos derramados,

e Dionisios invertidos.


Interlúdio pouco divertido,

em meio as risadas de Baubo.


"Foi" impotência da vontade.

Range os dentes, 

mas, 

já é tarde.

Agora, 

o porvir…


Adeus sincero ao "já foi",

sem se ressentir.

devenindo vir- a- ser,

Moiras a tecer,

a dançar...

Com Shiva Nataraj.


Courage!

Terra! 

Se desterritorializa…


Tira o vestido!

E fica nua.


Nua no entre.


Bailarina do limbo.


E flutua,

no verso,

o devir...

O despir,

o deixar ir…


O arrancar da terra,

com a raiz,

pro novo,

não mais o morto,

resistir.


Ouroboros,

o mantra a seguir...


Afinal: 

"Ha tantas auroras que não brilharam ainda".



Natasha Treuffard