Interregno
Terre(g)no
(ter de regar)
Intervidaemorte.
Sem norte,
em meio a tantos ventos abortados,
sem da terra brotar.
Morte,
morte.
O poema da morte a cantar.
E a brotar intercaminhos.
Entre vinhos derramados,
e Dionisios invertidos.
Interlúdio pouco divertido,
em meio as risadas de Baubo.
"Foi" impotência da vontade.
Range os dentes,
mas,
já é tarde.
Agora,
o porvir…
Adeus sincero ao "já foi",
sem se ressentir.
devenindo vir- a- ser,
Moiras a tecer,
a dançar...
Com Shiva Nataraj.
Courage!
Terra!
Se desterritorializa…
Tira o vestido!
E fica nua.
Nua no entre.
Bailarina do limbo.
E flutua,
no verso,
o devir...
O despir,
o deixar ir…
O arrancar da terra,
com a raiz,
pro novo,
não mais o morto,
resistir.
Ouroboros,
o mantra a seguir...
Afinal:
"Ha tantas auroras que não brilharam ainda".
Natasha Treuffard