Poetisa com Z

Poetisa com Z

segunda-feira, 21 de novembro de 2022

Rastro poético

Com o adverso?

Faço versos.

Crio controversias por onde passo,

mas o versos me perseguem.



Natasha Treuffard

Amorfatizar

Sentimento não deve nunca virar ressentimento.

Deve virar conSIMtimento,

para tudo que a vida mandar.

Amar,

Até a dor.

Fazer com ela amor.


Natasha Treuffard

Dionisiacamente orgônica

E o éter e o infinito,
se alimentavam com seus orgasmos...
A terra, o fogo, a água e o ar,
eram apaixonados por ela.


Natasha Treuffard

Poetisa com Z

Sou poetisa com z, 
costumo dizer.
Versos poemas livres,
de amarras e tabus.
Abençoados por Eros,
por Dionísio 
e por Hades.
Poemas sem grades.
Com devires libertários.
Experimentando a verdade-mulher no corpo,
com os cabelos e versos soltos ao vento.
Rizomática poesia da pele e das brechas.
No eterno retorno da linha tênue.
Onde me equilibro com a ajuda do guarda-chuva de Nietzsche.
Amorfatizando ad infinitum...


Ntasha Treuffard

Antiprincesa

 

Eu não espero príncipe encantado! 
Nem sequer sei esperar!!
Eu caço, eu luto.
Sou a princesa hiperativa.
A princesa que salva o príncipe!
E que mata  os  dragões.


Natasha Treuffard

Alma de água

Sou a filosofia
que te serpenteia em porquês,
mas que te pergunta com o corpo.
Com o meu corpo. 
Sou a poesia,
que te responde e diz sim,
sim,
sim!
Assim,
nua.
Sou sua.
Água. 
Tsunami bailarina no seu corpo,
que te convida a mergulhar,  
nadar,
devir,
vir. 
Pula!!
Sou seu convite a se afogar.
A filosofar como modo de vida, 
no meu corpo macio.
No meu corpo no cio. 
Seu convite a correr perigo. 
se jogar...
No meu eu-água.
A mergulhar profundo,
sem nem sequer,
contar até três.


Natasha Treuffard





Arrisco

 A vida é risco,

mas nela arrisco,

toda a força do meu riso.


Natasha Treuffard 


(Dedicada a Baubo)

Se livrar

Ela tava preferindo ler que se apaixonar,

dando um tempinho de homem,

ai se escondeu numa biblioteca.

(Aproveitou pra fugir dos bolsomions também)


Natasha Treuffard